Bolsonaro faz ultrassom na PF e médicos indicam cirurgia para tratar hérnias inguinais

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por exames de ultrassonografia na tarde deste domingo (14/12), na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo a defesa, os exames identificaram duas hérnias inguinais, e a equipe médica recomendou a realização de procedimento cirúrgico como tratamento definitivo.

De acordo com o advogado João Henrique de Freitas, a avaliação médica apontou que a cirurgia é a única forma de resolver o quadro clínico. “Os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico”, informou o defensor pelas redes sociais.

No sábado (13/12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a entrada de um médico com aparelho de ultrassom portátil nas dependências da PF para a realização do exame. A autorização atendeu a um pedido da defesa feito na última quinta-feira (11/12), com o objetivo de verificar a existência de hérnia inguinal bilateral.

A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou de tecido abdominal se desloca por uma abertura na região da virilha, podendo causar inchaço, dor e desconforto, sobretudo durante esforços físicos.

O pedido do exame foi apresentado após Moraes considerar que documentos médicos anexados anteriormente pela defesa eram antigos e determinar que a Polícia Federal realize uma perícia médica oficial, no prazo de 15 dias, para avaliar a necessidade de intervenção cirúrgica imediata — prazo que segue em curso.

No dia 9 de dezembro, os advogados solicitaram autorização para que Bolsonaro realize eventual cirurgia no Hospital DF Star, em Brasília, com permanência pelo tempo necessário para recuperação. Posteriormente, a defesa informou ter recebido um pedido médico atualizado, assinado pelo cirurgião Claudio Birolini, indicando urgência na realização da ultrassonografia.

Segundo os advogados, a realização do exame dentro da PF teve como objetivo acelerar a instrução da perícia oficial, sem necessidade de deslocamento do ex-presidente para uma unidade hospitalar externa.