Quando o fim de ano chega, aquela sensação de recomeço, finalmente, costuma surgir. Muitos olham para trás e se sentem gratos, enquanto outros trocam o espírito festivo pela tristeza das metas não alcançadas. Assim, olhar para o futuro parece ser a única opção. Essa carga emocional, que se traduz em ansiedade, cansaço e melancolia, é popularmente conhecida como “dezembrite”, fenômeno que é um reflexo da pressão e de um ambiente social que exige felicidade constante.
Apesar de não ser um diagnóstico clínico formal, o termo descreve com precisão a sobrecarga emocional. O mês de dezembro concentra múltiplas pressões simultaneamente: fechamento de metas profissionais, pendências, gastos extras e uma agenda social inflada.
Muito além de toda essa tristeza, dezembro carrega um peso simbólico de “fechamento de ciclo” que incita a uma autoavaliação severa. Na avaliação de muitas pessoas, a retrospectiva do ano transforma-se em um gatilho.
O luto silencioso
Outro eixo central da Dezembrite é a intensificação das memórias afetivas e do luto, que viram saudade durante as típicas tradições natalinas ou de Ano Novo. As datas festivas agem como marcadores emocionais, dando “volume” à ausência. Esse sentimento não se restringe apenas à morte, mas abrange perdas que também sangram: separações, adoecimentos, o emprego que não veio e diversas outras causas.
Informações – Correio Braziliense
