Uma imagem encontrada por exploradores do Google Earth desencadeou uma onda de especulações nas redes sociais sobre a suposta ocorrência de uma “praga bíblica” no deserto do Novo México, nos Estados Unidos. A área fica no norte do estado, a noroeste da cidade de Santa Fé, e chamou atenção por apresentar uma coloração avermelhada intensa no solo.
Após a descoberta, usuários passaram a compartilhar a imagem nas redes sociais, sugerindo que um “lago de sangue” teria surgido no meio do deserto. “Cada vez mais preocupado com a grande poça de sangue no deserto”, escreveu um usuário na rede social X. A publicação viralizou rapidamente e ultrapassou 2 milhões de visualizações, alimentando teorias e interpretações apocalípticas.
O debate ganhou ainda mais força quando internautas associaram o fenômeno a profecias bíblicas sobre o fim dos tempos, que mencionam águas se transformando em sangue. “Isso não está na Bíblia?”, questionou outro usuário, em referência ao Livro do Êxodo, que descreve uma das dez pragas do Egito. Segundo a narrativa bíblica, as águas do rio Nilo teriam sido transformadas em sangue após Moisés feri-las com uma vara, por ordem divina, como descrito em Êxodo 7:17-21.
Apesar da repercussão e das teorias sobrenaturais, especialistas apontam que o fenômeno tem uma explicação natural. A coloração vermelha observada na imagem é resultado da oxidação da chamada escória vermelha, um material formado por antigas atividades vulcânicas na região. O tom intenso é ainda mais visível porque esse material é extraído ativamente para uso na construção de estradas, em projetos de paisagismo e no tratamento de água.
Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, qualquer escoamento no local ocorre de forma natural e não representa risco ambiental ou à saúde. A aparência incomum, no entanto, cria a ilusão visual de um líquido vermelho escuro emergindo do solo, o que contribuiu para a disseminação das teorias nas redes sociais.
Assim, o suposto “lago de sangue” no deserto do Novo México não passa de um fenômeno geológico conhecido, longe de representar um sinal apocalíptico ou uma praga de proporções bíblicas.
