Milhões de brasileiros devem enfrentar transtornos na reta final de 2025 com a greve dos funcionários dos Correios, que já atinge nove estados, incluindo o Ceará. A paralisação ocorre em meio às negociações do acordo coletivo da categoria, mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Os trabalhadores iniciaram a greve na quarta-feira (17) em agências do Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de regiões de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Das 12 federações que representam os empregados da estatal, nove aderiram ao movimento, segundo as entidades sindicais.
Apesar da paralisação, os Correios informaram que cerca de 90% do efetivo estava em atividade nesta sexta-feira (19). Em nota, a empresa afirmou que as agências seguem abertas ao público e que as entregas estão sendo realizadas em todo o país, com a adoção de medidas contingenciais para garantir os serviços considerados essenciais.
Nas redes sociais, no entanto, consumidores relatam atrasos na entrega de encomendas e demonstram preocupação com possíveis impactos maiores, especialmente no período de fim de ano, quando cresce o volume de correspondências e compras.
Diante do impasse, o TST determinou, em decisão liminar na quinta-feira (18), a manutenção mínima de 80% dos funcionários em atividade nas unidades onde há greve. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil por sindicato.
Negociações seguem no TST
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão:
• reajuste salarial com reposição da inflação;
• adicional de 70% nas férias;
• adicional de 250% para trabalho em fins de semana e feriados;
• manutenção de direitos já adquiridos.
As federações que representam a categoria seguem orientando a manutenção da greve enquanto não houver avanço nas negociações, o que aumenta a preocupação de usuários e empresas que dependem dos serviços dos Correios em todo o país.
