Risco iminente: ponte metálica sem fiscalização ameaça frequentadores no Poço da Draga

A antiga ponte metálica do Poço da Draga, um dos pontos mais visitados para apreciar o pôr do sol em Fortaleza, tornou-se motivo de preocupação crescente. Com a estrutura de concreto visivelmente comprometida pela ação constante da maresia e sem fiscalização efetiva do poder público, o local reúne hoje todos os elementos para a ocorrência de acidentes graves.

Diariamente, visitantes, turistas, estudantes, jovens e crianças em período de férias ocupam a área atraídos pela beleza do final de tarde e pelo vai e vem das ondas. A ponte, no entanto, passou a ser utilizada como ponto de saltos, acrobacias e desafios perigosos, com jovens pulando diretamente sobre a água, muitas vezes sem qualquer tipo de proteção ou orientação.

O cenário combina estrutura deteriorada, ausência de controle e comportamento de risco, formando um quadro alarmante. A maresia, ao longo dos anos, acelerou o desgaste do concreto e das partes metálicas, fragilizando a base da ponte. Mesmo assim, não há sinalização adequada, isolamento da área nem presença constante de agentes de fiscalização da Prefeitura de Fortaleza.

A diversão improvisada, impulsionada pela força das ondas e pela busca por adrenalina, transforma-se em ameaça real. Uma falha estrutural, um escorregão ou o impacto com pedras submersas pode resultar em ferimentos graves ou até em tragédias.

Moradores e frequentadores cobram ações urgentes do poder público, como vistoria técnica, reforço estrutural, sinalização de risco e controle do acesso à ponte. Enquanto isso não ocorre, o Poço da Draga segue vivendo um paradoxo: o mesmo espaço que encanta pela paisagem e pela convivência se transforma, a cada fim de tarde, em um território de risco silencioso, onde a diversão caminha lado a lado com o perigo iminente.