Alta nos casos de tumores intestinais entre jovens faz cientistas recorrerem a células centenárias

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Amostras de câncer colorretal armazenadas por até um século serão analisadas para tentar explicar o misterioso aumento da doença entre jovens.

O câncer no intestino é o segundo mais frequente no aparelho digestivo e o terceiro que mais mata no Brasil, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer). Estima-se que mais de 40 mil novos casos surjam todos os anos no Brasil.

A doença afeta ambos os sexos, em geral a partir dos 45 anos, é mais frequente na faixa entre 60 e 70 anos de idade.

DESCOBERTA CIENTÍFICA

Embora a maioria dos casos de câncer colorretal ainda seja diagnosticada em adultos mais velhos, o crescimento de casos entre pacientes mais jovens vem sendo observado em todo o mundo.

Isso inclui o Reino Unido, onde as taxas de câncer colorretal aumentaram 75% entre pessoas com menos de 24 anos desde o início dos anos 1990, mas os cientistas ainda não sabem o porquê.

Uma das pistas pode estar no subsolo do Hospital Nacional de Doenças Intestinais (Reino Unido), que abriga uma coleção única de dezenas de milhares de amostras de câncer arquivadas.

Esses materiais estão passando por análises científicas avançadas para entender o que causou cada tumor e o que mudou ao longo das décadas.

É importante também prestar atenção a alguns sintomas:

  • Alteração nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou estreitamento das fezes, que perdura por alguns dias;
  • Mesmo após a evacuação, não há sensação de alívio, parecendo que nem todo conteúdo fecal foi eliminado (sintoma especialmente sugestivo nos casos de câncer de reto);
  • Sangramento retal (o sangue costuma ser bem vermelho e brilhante);
  • Presença de sangue nas fezes, tornando a sua coloração marrom escuro ou preta;
  • Cólica ou dor abdominal;
  • Sensação de fadiga e fraqueza;
  • Perda de peso sem motivo aparente

Informações – Correio Braziliense