Dois policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do soldado da PM Paulo Henrique de Lima Silva, de 37 anos, foram ouvidos pela Polícia Civil nesta segunda-feira (12) e liberados em seguida. O crime ocorreu no último domingo (11), durante uma briga do lado de fora de uma barraca na Praia do Futuro, em Fortaleza. As armas dos investigados foram apreendidas para perícia.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que os dois policiais, que também estavam de folga no momento da ocorrência, se apresentaram espontaneamente à unidade especializada. “Os dois militares se apresentaram na unidade especializada, onde foram ouvidos e as armas de ambos apreendidas. As investigações seguem no intuito da elucidação do fato”, destacou a pasta.
Além do policial morto, outras duas pessoas foram baleadas durante a confusão. Uma delas é um segurança que presta serviços à barraca Sunrise Beach Club, onde o crime aconteceu. Ele foi socorrido e permanece hospitalizado.
Segundo a SSPDS, tanto a vítima quanto os policiais suspeitos estavam de folga no momento do ocorrido. A identidade dos militares investigados não foi divulgada, e a Secretaria não esclareceu se o homem que teria dado um tapa no rosto do soldado antes da briga é um dos PMs que se apresentaram à delegacia.
Câmeras de segurança do estabelecimento registraram os momentos que antecederam o crime. As imagens mostram Paulo Henrique na área externa da barraca, acompanhado de um grupo. Em determinado momento, ele se aproxima de um homem não identificado e os dois se desentendem. Em seguida, o militar é agredido com um tapa no rosto, dando início à briga. Minutos depois, Paulo Henrique foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu próximo à entrada do local.
De acordo com a Polícia Militar, o soldado ingressou na corporação em 11 de junho de 2018 e estava lotado na 2ª Companhia do 19º Batalhão da PM, em Fortaleza. Em nota, a PM lamentou a morte do agente. “O Comando da Corporação se solidariza com a dor dos familiares e amigos, ao tempo em que coloca o aparato da Instituição à disposição”, informou.
Também por meio de nota, a Sunrise Beach Club esclareceu que o episódio ocorreu exclusivamente na área externa, antes do acesso ao beach club, e que os autores dos disparos, já identificados pela Polícia, não possuem qualquer vínculo profissional, operacional ou contratual com o estabelecimento.
O local também negou especulações de que um segurança teria sido o autor dos disparos. “Essa suspeita não foi confirmada pela Sunrise Beach Club nem pelas autoridades responsáveis pela investigação, tratando-se de uma especulação. Até o momento, nenhum prestador de serviço do evento é apontado oficialmente como suspeito de qualquer delito”, diz o comunicado. A casa acrescentou ainda que nenhum prestador de serviço está foragido e que o profissional baleado recebe acompanhamento médico.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias e responsabilidades do crime.
