O período de sazonalidade da gripe, caracterizado pelo aumento dos casos de síndromes respiratórias, pode aumentar a procura por serviços de saúde. No Ceará, principalmente a partir de março, há um crescimento dos casos de gripe, com maior concentração ao longo do semestre. A estação chuvosa, a redução das temperaturas e a maior aglomeração de pessoas contribuem para a circulação e a transmissão de vírus respiratórios.
Por isso é importante, desde já, pensar nos cuidados, principalmente com bebês e crianças. Além do uso de máscara por pessoas sintomáticas, da higienização frequente das mãos e da vacinação em dia, cuidados domiciliares contribuem para reduzir o risco de transmissão. Entre as orientações estão evitar aglomerações com bebês que ainda não possuem o esquema vacinal completo; orientar que irmãos gripados evitem contato direto com bebês lactantes; e evitar visitas de pessoas com sintomas gripais.
SINTOMAS
Segundo a infectologista pediátrica Michelle Pinheiro, chefe da Unidade de Vigilância em Saúde do Hospital Infantil Albert Sabin, febre e tosse são os principais. A febre pode durar de três a cinco dias em quadros virais, sem indicar gravidade. A tosse pode persistir por até três ou quatro semanas após a resolução do quadro respiratório.
A criança pode ser acompanhada em casa, na UBS ou com o pediatra de referência quando apresenta febre sem alteração do estado geral, tosse leve, espirros e corrimento nasal, mantendo boa disposição.
A emergência é indicada em casos de desconforto respiratório, letargia, dispneia, dificuldade para ingerir líquidos ou presença de cianose (coloração azulada ou arroxeada da pele e lábios). Se houver evolução favorável (melhora), os cuidados domiciliares podem ser mantidos. A reavaliação médica é indicada diante de sinais de piora clínica ou retorno da febre.
REDUÇÃO DOS RISCOS
Além do uso de máscara por pessoas sintomáticas, da higienização frequente das mãos e da vacinação em dia, alguns cuidados domiciliares ajudam a reduzir o risco de transmissão.
Os cuidados são evitar aglomerações com bebês que ainda não possuem o esquema vacinal completo; orientar que crianças irmãs evitem contato direto com bebês lactantes; garantir que pais ou responsáveis com sintomas gripais utilizem máscara e higienizem as mãos ao cuidar dos bebês; evitar visitas de pessoas com sintomas gripais; e manter a carteira vacinal atualizada.
A vacinação reduz o risco de complicações, internações em terapia intensiva e óbitos. Atualmente, gestantes a partir da 28ª semana podem receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório, garantindo proteção passiva ao bebê durante a primeira sazonalidade.
Informações – Hospital Infantil Albert Sabin
