A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta sexta-feira (23/1), que concluiu a investigação sobre a morte da personal shopper Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos. O que inicialmente foi apresentado como um acidente de trânsito revelou-se um caso de feminicídio praticado pelo então namorado da vítima, o empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos.
De acordo com a apuração, Henay foi morta por asfixia ainda no apartamento do casal, em Belo Horizonte. Em seguida, o suspeito teria provocado de forma intencional um acidente em Itaúna, na região Centro-Oeste do estado, com o objetivo de simular um sinistro de trânsito e encobrir o crime. O caso ocorreu em 14 de dezembro do ano passado.
Imagens captadas na praça de pedágio reforçaram as conclusões da polícia. Nos registros, Henay aparece desacordada no banco do motorista, enquanto o companheiro está no banco do passageiro. No vídeo, ele surge pagando a tarifa e se esticando para alcançar o volante, conduzindo o veículo de maneira improvisada.
A conclusão do inquérito confirma a tentativa de ocultação do crime e evidencia mais um episódio de violência extrema contra a mulher, que mobilizou as autoridades e chocou a opinião pública em Minas Gerais.
