O painel de monitoramento de focos de calor do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicou um janeiro atípico, com 4.347 focos ativos detectados pelo satélite de referência do órgão. 

O dado deste ano corresponde ao dobro da média para o mês e a um aumento de 46% em relação a 2025. Esse é o sexto maior resultado para um mês de janeiro desde o começo do levantamento, em 1999, e o segundo maior da década, atrás de 2024, com 4.555 focos.
A concentração de focos coincide com a persistência de um quadro acentuado de seca no Nordeste, onde estão três dos estados com mais focos ─ Maranhão (945), Ceará (466) e Piauí (229) ─ e com chuvas abaixo da normalidade na Região Norte.
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), o elevado quantitativo de focos de calor observado no mês de janeiro “reflete, em grande medida, o cenário registrado em dezembro de 2025”, que teve o maior número de focos em 20 anos.
De acordo com a Sema-CE, os focos de calor podem estar associados a incêndios ou queimadas, mas também podem decorrer de outras fontes de calor, não sendo possível afirmar, de forma automática, que todos os focos representem eventos de fogo em vegetação.
Informações – Agência Brasil
