Uso desregrado de emagrecedores gera riscos graves à saúde e ANVISA investiga mortes associadas a medicamentos

A busca pelo corpo ideal e pelo emagrecimento rápido tem levado muitas pessoas a recorrerem a medicamentos sem orientação médica, prática que pode trazer sérios riscos à saúde.

O uso desregrado de emagrecedores, sejam eles vendidos com prescrição ou adquiridos de forma irregular, pode provocar efeitos colaterais graves e até complicações permanentes.

CORAÇÃO, RIM E PÂNCREAS

Entre os principais perigos estão alterações cardiovasculares, como aumento da pressão arterial, arritmias e maior risco de infarto e AVC. Alguns medicamentos também podem causar distúrbios psiquiátricos, como ansiedade intensa, insônia, irritabilidade e depressão. Em casos mais graves, há registros de dependência química e crises de pânico.

Os chamados “inibidores de apetite” e substâncias manipuladas sem controle adequado podem sobrecarregar fígado e rins, além de provocar desidratação, desequilíbrio eletrolítico e problemas gastrointestinais.

Ao participar do Jornal Alerta Geral, o repórter Isac Rancine destaca que o uso sem acompanhamento médico também aumenta o risco de interações perigosas com outros medicamentos.

USO CRESCENTE

Nos últimos anos, o crescimento do uso de medicamentos originalmente indicados para diabetes, mas utilizados para emagrecimento, acendeu um novo alerta. Embora possam ser eficazes quando bem indicados, o consumo indiscriminado e sem avaliação clínica pode gerar complicações como náuseas intensas, vômitos persistentes, alterações metabólicas e, em casos raros, inflamação do pâncreas.

Profissionais da área da saúde alertam que o emagrecimento saudável deve ser resultado de acompanhamento médico, orientação nutricional e prática regular de atividade física. Outro conselho: medicamentos , quando necessários, precisam ser prescritos e monitorados.