O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) deverá contratar o lançamento de mais um milhão de unidades habitacionais ainda este ano, elevando para três milhões o total de imóveis financiados entre 2023 e 2026, período do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (9) pelo ministro das Cidades, Jader Filho. Para 2027, está prevista a contratação de mais um milhão de moradias.
Segundo o ministro, o crescimento do programa está diretamente ligado à ampliação das faixas atendidas, que passaram a incluir famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. Atualmente, o MCMV responde por cerca de 85% dos lançamentos imobiliários no país.
“É o programa mais bem avaliado do governo, e não atende só à baixa renda, inclui também a classe média, gerando muitos empregos”, afirmou Jader Filho ao deixar um evento sobre infraestrutura na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.
De acordo com o ministro, a capacidade financeira do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), principal fonte de recursos do programa, permite manter o ritmo de um milhão de contratações por ano. Ele descartou novas reduções nas taxas de juros subsidiadas, ressaltando que, para as faixas de renda mais baixa, os percentuais já estão no menor patamar histórico.
Jader Filho também destacou os impactos positivos das recentes mudanças nas regras do crédito imobiliário, conduzidas pelo Banco Central. As medidas incluíram a liberação de compulsórios para os bancos e incentivos para aplicação desses recursos no financiamento habitacional.
Com a perspectiva de queda da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, o ministro avalia que o crédito imobiliário tende a ganhar fôlego. Hoje, os financiamentos habitacionais representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB). Em duas décadas, esse percentual pode chegar a 20%, projetou.
