Os problemas de saúde mental cada vez mais figuram entre as doenças que mais causam afastamentos do trabalho, tendo como consequência direta a concessão de benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença). Assim como cresce a preocupação com os impactos na Previdência Social, o olhar das empresas sobre o assunto precisa mudar. Dar atenção especial a essa questão se tornou primordial para o bem-estar das pessoas.
Com a mudança na norma, passará a ser obrigatória a inclusão de riscos psicossociais (estresse, assédio, sobrecarga etc.) no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). As empresas precisarão mapear e controlar os fatores que afetam o bem-estar emocional dos funcionários, além de capacitar trabalhadores e líderes para prevenir problemas que causam adoecimentos mentais. A ideia é criar ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, sob pena de as companhias pagarem mais por isso.
FASTAMENTO POR PROBLEMAS DE SAÚDE
Na prática, os afastamentos por questões de saúde mental já representaram 13,23% dos mais de 4,1 milhões de benefícios por incapacidade concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2025.
Esses afastamentos do trabalho por doenças mentais no Brasil resultaram em 546.254 concessões no ano passado ( maior número em dez anos), o que representou um aumento de 15,66% em relação a 2024 (472.328 benefícios) e de 79% em comparação com 2023 (393.670).
Outro dado interessante diz respeito ao gênero: a quantidade de afastamentos por transtornos mentais foi maior entre as mulheres (63,46% dos benefícios). Em 2025, dos 546.254 benefícios concedidos, 346.613 foram para elas e 199.641 para eles.
As duas doenças com maior quantidade de benefícios concedidos foram transtornos ansiosos e episódios depressivos, tanto em 2024 quanto no ano passado.
