A possível delação premiada do chamado “Careca do INSS” pode redefinir os rumos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga aquele que é apontado como o maior escândalo da história recente da Previdência Social.
O esquema, que desviou, entre 2019 e 2025, cerca de R$ 6,2 bilhões de aposentados e pensionistas em todo o país, entra em nova fase investigações a partir da próxima semana, com a retomada dos trabalhos da CPMI.
Segundo as investigações, os valores foram retirados por meio de descontos indevidos aplicados nos benefícios previdenciários, sob a justificativa de contribuições para entidades associativas. Muitos segurados afirmam que nunca autorizaram as cobranças, que eram feitas de forma automática diretamente na folha de pagamento do INSS.
O repórter Carlos Silva conta, no Jornal Alerta Geral, que a expectativa em torno da delação é grande porque o investigado pode detalhar como funcionava o mecanismo de autorização dos descontos, quem participava da engrenagem administrativa e política e, principalmente, qual foi o destino de parte dos recursos desviados. Essa revelação pode ampliar o alcance das apurações e atingir novos envolvidos.
Parlamentares que integram a CPMI avaliam que uma eventual colaboração premiada pode fortalecer as linhas de investigação, identificar responsabilidades e acelerar pedidos de indiciamento.
