O Brasil enfrenta uma escalada contínua de golpes digitais, cada vez mais sofisticados, frequentes e difíceis de identificar. Os ataques chegam por múltiplas portas de entrada — ligações telefônicas, mensagens, links suspeitos, QR Codes, transferências via Pix, redes Wi-Fi abertas e até vazamentos de dados — e já atingem milhões de pessoas todos os anos.
Durante o carnaval, quando multidões ocupam as ruas em clima de festa, esse cenário tende a se intensificar. O período é considerado um dos momentos de maior exposição a fraudes, furtos e roubos de celulares, impulsionado pelo uso constante de dispositivos móveis em ambientes públicos e pela redução natural do nível de atenção dos foliões.
O resultado acaba sendo um quadro preocupante: um em cada três brasileiros adultos foi vítima de algum tipo de golpe no último ano, e o prejuízo estimado com crimes digitais já chega a R$ 51 bilhões, segundo estudo da Silverguard com dados do Datafolha e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Para especialistas em segurança cibernética, o avanço dos golpes exige mudança de comportamento da população, com maior atenção a práticas preventivas, sobretudo em períodos festivos. Com milhões de brasileiros conectados enquanto celebram, a proteção deixou de ser apenas uma recomendação técnica e passou a ser parte essencial do planejamento na folia e em outros momentos.
Informações – Correio Braziliense
