Prepare o bolso: Com ovos mais caros e diferentes formatos, especialistas detalham novidades sobre a páscoa deste ano

Os consumidores podem se preparar para um chocolate ainda mais caro na Páscoa de 2026. Depois de bater um recorde histórico de US$ 12 mil por tonelada em dezembro de 2024, a cotação do cacau recuou para o patamar de US$ 8 mil nos últimos meses, um patamar que segue bem superior à média histórica de US$ 3 mil. E, mesmo assim, esse alívio recente, segundo especialistas, só vai se refletir nos preços da Páscoa de 2027, já que a indústria compra seus insumos com grande antecedência.

A estratégia de indústria e confeiteiros tem sido então inovar nos sabores e apostar em novos formatos para tentar fisgar o consumidor. Não será tarefa fácil: no ano passado, em meio à alta nos preços, foram produzidos 45 milhões de ovos de Páscoa no Brasil, ou 12 milhões a menos do que em 2024, segundo dados da Abicab, associação do setor. A Abicab destaca que, além do cacau, outros custos, como a variação do dólar e a logística para armazenar e transportar produto tão perecível, influenciaram.

PLANEJAMENTO ANTECIPADO

Em entrevista ao jornal Extra, o vice-presidente de Negócios da Cacau Show, Dani Roque, explica que o planejamento de Páscoa começa com 17 meses de antecedência. A empresa projeta um aumento médio de 4% nos preços da Páscoa de 2026, citando uma alta sem precedentes no custo do cacau. A marca vai oferecer produtos entre R$9,99 até R$199,99 e terá lançamentos para este ano como o Ovo Dreams Merengue de Morango, feito com chocolate ao leite e branco com recheio de suspiro e geleia de morango. E o Chef Gold Speculoos, que é um chocolate branco caramelizado e ao leite com biscoito belga e recheio de doce de leite.

Pesquisa realizada pela Harald, marca de chocolates e coberturas voltada ao mercado profissional, mostrou que o custo dos insumos é a maior preocupação do setor. A Páscoa representa até 40% da renda anual dos confeiteiros e já supera o Natal para mais de 65% deles.

NOSTALGIA

Pesquisa realizada pela Harald, marca de chocolates e coberturas voltada ao mercado profissional, mostrou que o custo dos insumos é a maior preocupação do setor. A Páscoa representa até 40% da renda anual dos confeiteiros e já supera o Natal para mais de 65% deles.