Presença de mulheres na alta liderança do Executivo Federal cresce de 29% para 38% em quatro anos

O estudo “Perfil das Lideranças no Governo Federal – Recorte de Gênero”, desenvolvido pela Diretoria de Governança e Inteligência de Dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), revela avanços na participação feminina em cargos de liderança do Poder Executivo Federal. De acordo com o levantamento, mulheres ocupam cerca de 43% dos cargos de liderança na administração pública federal, considerando cargos comissionados e funções de confiança em órgãos da administração direta, autárquica e fundacional.

O crescimento é ainda mais significativo quando se observa os postos mais altos da estrutura administrativa. A participação feminina na alta liderança aumentou de 29% em fevereiro de 2022 para 38% em fevereiro de 2026, indicando ampliação expressiva da presença de mulheres em posições estratégicas de direção, chefia e assessoramento no governo do Brasil. No total dos cargos de liderança, a presença de mulheres era de 39% em 2022.

Os dados utilizados no estudo têm como base o Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE) e integram um esforço de análise do perfil das lideranças públicas sob a perspectiva de gênero. A pesquisa reforça a importância da igualdade de oportunidades no setor público, princípio previsto na Constituição Federal e em compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho, que combate a discriminação em matéria de emprego e profissão.

LIDERANÇA

O levantamento também apresenta características do perfil das lideranças femininas. Entre as mulheres que ocupam cargos de liderança, 37% têm filhos menores de idade, enquanto entre os homens esse percentual chega a 45%. Em relação ao estado civil, 48% das mulheres líderes são casadas, frente a 66% dos homens.

Outro dado relevante é o avanço da diversidade racial entre mulheres em posições de comando. A presença de negras e indígenas na alta liderança passou de 7,1% em 2022 para 12,3% em 2026. Nos cargos de média liderança, o crescimento foi de 13,1% para 15,2% no mesmo período.