Investigações da PF e uso de tornozeleira abreviam trajetória política de Gorete Pereira e colocam reeleição em risco

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Os desdobramentos das investigações da Polícia Federal e da CPMI do INSS começam a produzir forte impacto político no Ceará e podem abreviar a carreira pública da deputada federal Gorete Pereira, apontada como um dos principais alvos do inquérito que apura o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.

A situação da parlamentar se agravou após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar enquanto as investigações seguem em andamento. A medida foi adotada no âmbito da operação que apura o que já é considerado um dos maiores escândalos da história da Previdência Social brasileira.

PROVAS ROBUSTAS

A repórter Raquel Tavares e o repórter Isac Rancine relatam, no Jornal Alerta Geral, com base nas investigações do Polícia Federal, que é cada vez mais complicada a situação de Gorete Pereira.

Sátiro Sales
Raquel Tavares

Com o avanço das apurações e a divulgação de fatos considerados contundentes pelos investigadores, cresce a avaliação, nos bastidores políticos, de que o episódio compromete seriamente o projeto de reeleição da deputada.

TRAJETÓRIA

Gorete Pereira disputou as eleições de 2022 pelo PL, quando ficou na quarta suplência e, posteriormente, deixou o partido e se filiou ao MDB, passando a exercer mandato temporário em razão do rodízio de parlamentares da bancada.

Agora, com o nome diretamente associado às investigações da Polícia Federal e sob medidas restritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, o cenário político da parlamentar muda de forma significativa.

Além da repercussão jurídica, o caso também provoca desgaste político e eleitoral, ampliando as dúvidas sobre a viabilidade de sua permanência na vida pública e colocando em risco sua pretensão de disputar novamente uma vaga na Câmara Federal.