Ceará avança em obras federais: investimentos em duplicações e recuperação de BRs superam R$ 1 bilhão, anuncia superintendente do DNIT

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O Ministério dos Transportes, em parceria com o Governo do Ceará, acelera um amplo pacote de obras de infraestrutura rodoviária, com a duplicação da BR 116, entre Pacajus e Chorozinho, manutenção da BR 020 (Fortaleza-Tauá) e elaboração dos projetos de duplicação da BR 020 (Fortaleza-Canindé) e BR 222 (entrada do Pecém-Umirim).

Um dos principais avanços já entregues é a duplicação de 24 quilômetros da BR-222, no trecho entre Caucaia e o Porto do Pecém. A obra, que recebeu investimento superior a R$ 280 milhões, é considerada estratégica por interligar importantes corredores logísticos, conectando o Porto do Mucuripe ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

Durante entrevista ao Jornal Alerta Geral, o superintendente do DNIT no Ceará, Will Almeida, destacou que o projeto enfrentou paralisações no passado, mas foi retomado e concluído na atual gestão federal.

Além da BR-222, as obras seguem em ritmo acelerado na BR-116, uma das principais rodovias federais do Estado, sem risco de interrupção por falta de recursos, segundo o DNIT.

Novas obras e investimentos

O foco agora se volta para a próxima etapa: a preparação das licitações para novas duplicações, incluindo:
• BR-020 (Fortaleza–Canindé)
• BR-222 (Pecém–Umirim)

No caso da BR-020, já está garantido um investimento de R$ 160 milhões para recuperação e manutenção da rodovia, com obras previstas após o período chuvoso. Paralelamente, o Governo do Ceará ficará responsável pela elaboração do projeto e execução da futura duplicação.

Já na BR-222, o DNIT entregará o projeto executivo pronto para que o Estado possa conduzir a licitação e execução da obra.

Somadas, as intervenções previstas nessas duas rodovias devem ultrapassar R$ 1 bilhão em investimentos.

Rodovias em recuperação

O DNIT também atua na manutenção das demais rodovias federais que cortam o Ceará. Segundo o órgão, cerca de 80% da malha rodoviária estava em boas condições no ano passado, mas o período de chuvas exige ações emergenciais, como tapa-buracos, seguidas de recuperação mais ampla após o inverno.

A expectativa do órgão é que, até o fim de 2026, o Ceará apresente uma malha rodoviária federal com melhores condições de trafegabilidade e segurança.