O programa Garantia Safra voltou ao centro das atenções com a liberação do auxílio referente à safra 2024/2025, beneficiando 116.557 agricultores em 117 municípios do Ceará. O pagamento representa um reforço essencial para famílias do campo que enfrentaram perdas provocadas pela seca ou pelo excesso de chuvas.
Criado para proteger a renda do agricultor familiar, o benefício é concedido quando há perdas iguais ou superiores a 40% da produção em culturas como milho, feijão, arroz, mandioca e algodão. Cada beneficiário recebe R$ 1.200 em parcela única, com pagamentos iniciados no dia 18 de março, seguindo o calendário do Bolsa Família.
ENTREVISTA JORNAL ALERTA GERAL
O coordenador do Garantia Safra da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará, Sidney Ramos, em entrevista ao Jornal Alerta Geral, destaca o impacto econômico do auxílio nos municípios cearenses e registra que os recursos são liberados de acordo com o cronograma de pagamento do Bolsa Família.
“Em números arredondados, estão sendo injetados cerca de R$ 140 milhões na economia cearense, resultado de um fundo formado com a participação do agricultor, municípios, estado e União”, explica Sidney, ao dizer que, nessa composição, o agricultor contribui com R$ 24, enquanto municípios, estado e governo federal complementam os valores para formar o fundo que garante o pagamento em anos de perda de safra.
CRITÉRIOS E ABRANGÊNCIA DO PROGRAMA
Para ter acesso ao Garantia Safra, o agricultor precisa atender a requisitos como:
• renda familiar de até um salário mínimo e meio;
• comprovação de que pelo menos metade da renda vem da atividade agrícola;
• cultivo em área mínima de 0,6 hectare;
• adesão prévia ao programa.
O benefício abrange praticamente todo o estado, com adesão de 181 dos 184 municípios cearenses, sendo a liberação condicionada a laudos técnicos que comprovam as perdas nas lavouras.
OLHO EM 2026
Apesar da liberação dos recursos atuais, já há atenção voltada para a safra 2025/2026, diante das incertezas climáticas. Técnicos começam a realizar vistorias nos municípios para avaliar possíveis perdas, com base em dados de campo, informações do IBGE e indicadores meteorológicos.
“Esse é um processo contínuo. Os municípios solicitam vistoria, os técnicos fazem os laudos e tudo é analisado nacionalmente para definir quem terá direito ao benefício”, detalha Sidney Ramos.
