Os Correios prorrogaram o prazo de adesão ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) até 7 de abril. Inicialmente, os funcionários teriam até a próxima terça-feira (dia 31) para se inscrever, mas a direção da empresa decidiu estender esse período.
Em comunicado enviado aos funcionários, a estatal alegou que alterou a data porque o plano de saúde familiar, criado para reduzir as resistências dos trabalhadores ao desligamento voluntários, ainda não foi implementado em todas as regiões do país. Mas, segundo interlocutores, a adesão ao plano ainda está na casa de três mil, longe da meta de dez mil trabalhadores.
O PDV é uma das principais medidas do plano de reestruturação da empresa, que vive uma das piores crises de sua história. Contando com a meta para 2027, de mais 5 mil desligamentos, a estimativa é de economia anual é de R$ 2,1 bilhões.
Para tentar aumentar a atratividade, a direção lançou um novo plano de saúde, que abarca familiares até o 4º grau de parentesco, de modo a aplacar uma das principais preocupações do público-alvo. O valor é custeado pelos funcionários, mas a contratação é mais barata se comparado aos valores de mercado.
Segundo comunicado da empresa aos funcionários nesta sexta, a proposta de ampliação do novo plano para 22 estados e o Distrito Federal foi aprovado pela Agência Nacional de Saúde (ANS) nesta quinta-feira. A partir de terça-feira, será aberto o pré-cadastro e inscrição, permitindo que quem tiver interesse já inicie o processo de entrada nos novos planos.
Em relação ao PDV, a estatal esclareceu que quem concluir o processo até o dia 31 de março já será desligado em 14 de abril. O restante ficará para maio.
Parte da empresa, porém, tem dúvidas sobre o sucesso da iniciativa, já que as indenizações têm teto de R$ 600 mil. O PDV atual é uma reabertura do programa do ano passado, lançado ainda sob o comando de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente dos Correios. Naquela época, a adesão foi de 3,6 mil funcionários.
