Excesso de telas e redes sociais acende alerta para impactos na saúde mental

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O uso excessivo de telas e das redes sociais está cada vez mais associado a problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão, insônia e dificuldade de concentração. O tema ganha destaque no Jornal Alerta Geral, que entrevista, nesta edição, o médico psiquiatra Wesley Ramos, do Hospital de Saúde Mental do Ceará.

De acordo com especialistas, o consumo prolongado de conteúdos digitais pode gerar dependência, afetar a qualidade do sono e provocar alterações no humor. A exposição constante a estímulos rápidos, notificações e comparações nas redes sociais também contribui para o aumento da sensação de inadequação e baixa autoestima, especialmente entre jovens.

Outro ponto de preocupação é a chamada “hiperconectividade”, que reduz o tempo de descanso mental e dificulta a desconexão, mesmo fora do ambiente de trabalho ou estudo. O hábito de usar o celular antes de dormir, por exemplo, interfere diretamente na produção de melatonina, hormônio responsável pelo sono.

Durante a entrevista ao Jornal Alerta Geral, o psiquiatra Wesley Ramos alerta para a importância do uso equilibrado da tecnologia e da criação de limites no dia a dia. Entre as orientações, estão a definição de horários para uso das redes, a prática de atividades físicas, o convívio social fora do ambiente virtual e a busca por ajuda profissional nos casos em que os sintomas se intensificam.

O debate sobre os impactos das telas na saúde mental ganha relevância em um cenário de crescente digitalização, exigindo atenção de famílias, educadores e profissionais de saúde para prevenir danos e promover hábitos mais saudáveis.