Endividamento em alta acende alerta na economia e pressiona agenda eleitoral do governo Lula

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O avanço do endividamento das famílias brasileiras se consolida como um sinal de alerta para a economia e já entra no radar político como tema sensível na agenda pré-eleitoral do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Levantamento do Datafolha revela que 45% dos brasileiros buscaram renda extra nos últimos meses, enquanto 59% afirmam que a renda familiar é insuficiente para cobrir as despesas. Além disso, 4 em cada 10 entrevistados relatam queda nos rendimentos, indicando um cenário de aperto financeiro generalizado.

A situação é ainda mais grave entre os mais pobres. Entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 7 em cada 10 dizem que o dinheiro não dá para pagar as contas, evidenciando maior vulnerabilidade nas camadas de menor renda.

Mesmo com um mercado de trabalho aquecido, especialistas apontam um descompasso entre emprego e remuneração, o que tem levado trabalhadores — sobretudo com ensino médio e superior — a buscar fontes alternativas de renda para complementar o orçamento.

Outro dado preocupante é o crescimento da inadimplência. Segundo pesquisa recente, 67% dos brasileiros têm algum tipo de dívida, e 21% estão com pagamentos em atraso, reforçando o avanço do endividamento e a pressão sobre o consumo.

A perda de renda se concentra principalmente entre pessoas de 35 a 44 anos, faixa em que quase metade relata redução nos ganhos, ampliando o impacto econômico em um grupo produtivo relevante.