O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) celebra, em 2026, os 30 anos da implantação do sistema de votação eletrônica no Brasil, marco que transformou profundamente o processo eleitoral ao substituir as antigas cédulas de papel por um modelo informatizado, mais ágil e considerado seguro.
Adotada pela primeira vez nas eleições de 1996, a urna eletrônica consolidou um novo hábito entre os brasileiros — o gesto de “apertar o verde e confirmar” — e posicionou o país entre aqueles com um dos maiores sistemas eleitorais informatizados do mundo, reunindo cerca de 156 milhões de eleitores.
A data será marcada nesta segunda-feira, 4 de maio, com um evento na sede do TSE, em Brasília, voltado ao combate à desinformação e à ampliação do conhecimento da população sobre o funcionamento das eleições e das tecnologias utilizadas no processo.
Ao longo dessas três décadas, a Justiça Eleitoral sustenta que o sistema é seguro, transparente e auditável, contando com diversos mecanismos de fiscalização. Entre eles, destacam-se os testes públicos de segurança, o teste de integridade das urnas, a verificação de autenticidade dos sistemas e a emissão de documentos como o Boletim de Urna (BU) e a zerésima, que comprovam a inexistência de votos antes do início da votação.
Mesmo diante de questionamentos recorrentes, especialmente após as eleições de 2022, o TSE reafirma que a urna eletrônica contribuiu para reduzir riscos de fraude e se consolidou como símbolo da modernização e da credibilidade do sistema democrático brasileiro.
