Professores acompanham debate sobre novo piso salarial; Júnior Mano surpreende ao recusar presidência de comissão especial

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Os professores da rede pública de ensino de todo o país acompanham com expectativa o início das discussões no Congresso Nacional sobre o novo piso salarial do magistério. Foi instalada, nesta quarta-feira (6), a comissão mista responsável por analisar a medida provisória que reajusta o piso nacional dos profissionais da educação básica.

A proposta eleva em 5,4% o valor mínimo pago aos professores da rede pública, fazendo o piso passar de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais. A MP oficializa o reajuste já anunciado e implantado no mês de janeiro de 2026.

A relatoria da comissão ficará com a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Já a vice-presidência será exercida pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), que destacou a grande expectativa dos profissionais da educação pela aprovação da medida.

Segundo Teresa Leitão, gestores, sindicalistas e professores aguardam com ansiedade a consolidação do reajuste, considerado fundamental para valorização da categoria.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que presidiu a reunião de instalação da comissão, classificou o piso nacional como uma das maiores conquistas recentes do magistério brasileiro e defendeu rapidez na tramitação da proposta.

A presidência do colegiado ainda não foi definida. O cargo caberia à Câmara dos Deputados, mas o deputado Júnior Mano (PSB-CE), inicialmente indicado, informou afastamento por licença, obrigando o governo a buscar um novo nome.

A medida provisória estabelece que o reajuste anual do piso considera a inflação medida pelo INPC e a variação das receitas do Fundeb, garantindo que a correção nunca fique abaixo da inflação acumulada.

O texto precisa ser aprovado pelo Congresso até o dia 1º de junho, prazo em que a medida provisória perde validade caso não seja votada.

(*) Com informações da Agência Senado