Tragédia no mar: cinco mergulhadores morrem nas Maldivas e resgatista também perde a vida

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Uma tragédia no mar transformou uma expedição científica em um dos maiores acidentes de mergulho já registrados nas Maldivas. Cinco mergulhadores italianos morreram durante uma exploração submarina no Atol de Vaavu, região que estava sob alerta amarelo de tempo severo antes do acidente.

Neste sábado (16), a tragédia ganhou novos contornos dramáticos com a morte de um mergulhador da equipe de resgate que participava das buscas pelos corpos.

Segundo autoridades locais, o grupo realizava mergulho em cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade, próximo à ilha de Alimatha, uma área conhecida pelas fortes correntezas e pela complexidade das cavernas submersas.

PESQUISADORES ENTRE AS VÍTIMAS

As vítimas integravam uma equipe formada majoritariamente por pesquisadores experientes e especialistas em biologia marinha.

Morreram no acidente:

  • Monica Montefalcone, professora de biologia marinha da Universidade de Gênova;
  • Giorgia Sommacal, filha da professora, de 20 anos;
  • a pesquisadora Muriel Oddenino;
  • o cientista marinho Federico Gualtieri;
  • e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti.

Autoridades das Maldivas classificaram o episódio como o pior acidente de mergulho da história do país.

RESGATISTA MORRE DURANTE OPERAÇÃO

Durante a operação de busca, o Sargento-Mor Mohammed Mahdi, integrante das Forças de Defesa Nacional das Maldivas, também morreu.

Segundo o jornal italiano La Repubblica, Mahdi sofreu doença descompressiva — condição provocada pela formação de bolhas de gás no sangue após mudanças bruscas de pressão durante mergulhos profundos.

Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu.

CONDIÇÕES EXTREMAS

A operação de resgate foi dificultada pelas condições climáticas adversas, incluindo ventos fortes e o alerta amarelo emitido para embarcações na região.

A Guarda Costeira e equipes militares das Maldivas utilizaram mergulhadores especializados, embarcações e apoio aéreo na tentativa de localizar as vítimas.

Segundo a Força de Defesa Nacional das Maldivas, pelo menos um dos corpos foi encontrado dentro de uma caverna submarina que pode atingir profundidade próxima de 60 metros.

INVESTIGAÇÃO

O porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, afirmou que será aberta uma investigação para apurar como os mergulhadores ultrapassaram os limites considerados seguros para a área.

— “A caverna é tão profunda que nem mesmo mergulhadores com os melhores equipamentos costumam se aproximar” — declarou.

ÚNICA SOBREVIVENTE

Uma estudante da Universidade de Gênova foi a única sobrevivente direta da expedição.

Segundo a imprensa italiana, ela estava preparada para mergulhar com o grupo, mas decidiu permanecer no iate Duke of York momentos antes da descida.

A jovem agora é considerada peça-chave para ajudar autoridades a reconstruir os momentos que antecederam a tragédia.