O ex-deputado federal Capitão Wagner reagiu com fortes críticas à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que provocou a perda do mandato da deputada federal Dayany Bittencourt (União Brasil). Wagner, em vídeo divulgado nas redes sociais, Wagner classificou a medida como “perseguição política”, acusou o sistema de agir contra adversários políticos e afirmou que a cassação tem relação com o crescimento eleitoral de grupos de oposição no Ceará.
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PERSEGUIÇÃO
Segundo Capitão Wagner, a decisão judicial representa uma tentativa de atingir politicamente sua família e enfraquecer projetos eleitorais ligados ao seu grupo político.
“Tomaram o mandato da Daiane. Depois de três anos e meio da eleição resolveram fazer uma recontagem de votos. Não existe justificativa para isso, a não ser perseguição política, violência política de gênero e tentativa de atingir quem nunca se rendeu ao sistema”, afirmou.
O TSE confirmou a cassação do diploma do ex-deputado Heitor Freire (União Brasil-CE), por irregularidades envolvendo recursos do Fundo Eleitoral, anulando os votos recebidos por ele e determinando a retotalização dos votos no Ceará.
Com a nova composição da bancada federal, Dayany Bittencourt perde a vaga, que será ocupada por Priscila Costa (PL). Nas declarações, Capitão Wagner disse que a esposa está abalada emocionalmente com a decisão e classificou a situação como “crueldade”.
“Minha esposa está abalada. Acho uma crueldade, para me atingir, atacar minha esposa e tirá-la de um mandato produtivo, com tantas leis aprovadas e tanto trabalho realizado”, declarou.
O ex-parlamentar também afirmou que a decisão não enfraquece o grupo político e disse que Dayany deverá disputar novamente uma vaga para a Câmara Federal nas próximas eleições.
“Isso não nos enfraquece. Pelo contrário, nos fortalece. Ela não vai desistir e vai concorrer novamente à eleição para deputada federal”, ressaltou.
Capitão Wagner ainda afirmou que pretende intensificar sua atuação política e criticou o Judiciário brasileiro. Segundo ele, “é no Senado que a gente pode colocar o Poder Judiciário no seu devido lugar”.
