Ciro critica segurança e economia do Ceará, fala em “paz fictícia” e acusa governo de maquiar números

O pré-candidato do PSDB ao Governo do Ceará, Ciro Gomes, voltou a fazer críticas à gestão estadual nas áreas de segurança pública e economia. Ciro contestou, ao visitar o Mercado São Sebastião, em Fortaleza, indicadores apresentados pelo Governo do Estado, acusando a administração petista de promover uma “maquiagem estatística” para apresentar um cenário mais favorável à população.

Na área da segurança, o ex-ministro questionou os dados que apontam redução nos índices de homicídios, roubos e furtos. Segundo ele, a diminuição da violência não seria resultado de ações efetivas das forças de segurança, mas de uma reorganização das facções criminosas.

“O mais chocante é que o governador Elmano está comemorando essa paz fictícia. Não houve mudança estrutural ou operacional capaz de justificar essa queda. O que ocorreu foi uma acomodação entre facções criminosas”, afirmou.

Para Ciro, o Ceará vive uma “paz de terror”, marcada pelo domínio de organizações criminosas em diversas regiões do Estado. Como proposta, ele defendeu o fortalecimento do policiamento ostensivo, especialmente em áreas de grande circulação de pessoas e atividades econômicas.

AUMENTO DO CUSTO DE VIDA

Ciro também apresentou uma avaliação negativa da situação econômica do Ceará e do País. Segundo ele, os indicadores oficiais não refletem a realidade enfrentada pelas famílias, que convivem com perda de renda, informalidade e aumento do custo de vida.

Ao comentar o mercado de trabalho, afirmou que a soma da informalidade, do desalento e do desemprego revela um cenário de fragilidade econômica para milhões de brasileiros.

O pré-candidato destacou ainda o aumento do custo da cesta básica em Fortaleza, argumentando que a capital cearense registra uma das maiores altas do País.

“Todas as cestas básicas do Brasil subiram, mas a de Fortaleza subiu mais do que as demais. Isso pesa diretamente no orçamento das famílias e mostra as dificuldades enfrentadas pela população”, declarou.