A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar as articulações do PL no Ceará para uma possível aliança com o pré-candidato ao Governo do Estado, Ciro Gomes (PSDB). As declarações reacendem um debate que já provocou divergências dentro do grupo bolsonarista e colocou em xeque as negociações conduzidas por lideranças do partido no Estado.
Michelle, em publicação das redes sociais, contestou o argumento de que uma eventual composição entre PL e Ciro teria como objetivo principal derrotar o PT no Ceará. Segundo ela, essas tratativas não estariam relacionadas apenas ao enfrentamento político ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nunca foi para tirar o PT, e sim por projetos de poder”, escreveu a ex-primeira-dama, sem declinar nomes, mas em um recado ao deputado federal André Fernandes que fez um acordo com Ciro para o pai, deputado estadual Alcides Fernandes, receber o apoio na disputa ao Senado.
A manifestação de Michele surge poucos dias após o pré-candidato do NOVO ao Governo do Estado, Eduardo Girão, direcionar críticas com o mesmo teor ao acordo entre André e Ciro. Michele quer o PL no palanque de Girão, um aliado histórico e leal ao ex-presidente Bolsonaro.
Michelle também informou que gravou um vídeo sobre o assunto e sinalizou que pretende divulgar novas críticas à aproximação entre o PL e o tucano. A ex-primeira-dama tem agenda no dia 10 de julho, em Fortaleza, para oficializar a pré-candidatura da deputada federal Priscila Costa ao Senado.
Em outra publicação, Michele compartilhou trecho de entrevista concedida por Ciro Gomes à revista Veja, na qual o pré-candidato ao Governo do Ceará reafirma as divergências com o bolsonarismo.
“A nossa desavença nacional com o PL é insuperável. Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão. Se estivesse, nós não tínhamos nem sentado para conversar sobre a aliança regional”, afirmou Ciro. Em meio aos conflitos internos, Michele lançou uma cruzada para o PL do Ceará fechar aliança com o NOVO.

