A menina Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, morreu na manhã desta segunda-feira após ser baleada na cabeça durante uma invasão à casa onde morava, no bairro Rodilândia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Militar, cerca de cinco homens armados entraram no imóvel pelos fundos durante a madrugada. No momento da invasão, apenas a criança e a mãe estavam na residência. Uma das linhas de investigação da polícia é de que o pai da menina era o alvo dos criminosos.
Testemunhas relataram ter ouvido diversos disparos. De acordo com relatos colhidos pelos policiais no local, ao perceber que a menina havia sido atingida, um dos invasores teria se desesperado e dito que o grupo havia cometido um erro. Os criminosos fugiram em seguida.
Eduarda foi socorrida pela mãe e levada para o Hospital Geral de Nova Iguaçu. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a criança deu entrada na unidade em estado gravíssimo, recebeu atendimento de emergência, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos.O corpo será encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Os pais de Eduarda Cruz dos Santos Bastos, estiveram na delegacia, em Belford Roxo, para prestarem depoimento.
A mãe, Thais Iolanda, saiu da delegacia muito abalada e sendo amparada pelo companheiro, Leandro Abreu, pai de Eduarda. Ela contou que ao ouvir os invasores entrando na casa, correu para proteger a filha e mandou a menina se esconder no closet do quarto. A pequena Eduarda ficou escondida sob as roupas, mas, assustada com a movimentação, abriu a porta para olhar o que acontecia. Nesse instante, foi atingida por um tiro na cabeça.
– Minha filha era inocente! Uma menina que era cheia de sonhos. Minha filha sonhava em ser policial – lamenta, após prestar depoimento na DHBF, que é a responsável pelo caso – Eles arrombaram a nossa porta, a nossa casa. Eu falei pra ela se esconder no closet. Ela se escondeu embaixo das roupas, mas abriu a porta para olhar e eles atiraram nela.
Na saída da DHBF, Leandro também estava muito abalado e não quis falar com a imprensa. Ele ficou o tempo todo ao lado de Thais, enquanto segurava o próprio choro.
Dados do Instituto Fogo Cruzado mostram que esta é a terceira criança morta a tiros na Região Metropolitana do Rio em 2026. Ao todo, oito crianças foram baleadas no período: três morreram e cinco ficaram feridas.
