A saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher abriu uma nova fase da crise no partido e ampliou as incertezas sobre os efeitos do conflito na pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Após a briga pública com o enteado, aliados da ex-primeira-dama passaram a resgatar um tema sensível para o senador: o caso das rachadinhas. Nas investigações, o ex-assessor Fabrício Queiroz e sua esposa depositaram 27 cheques na conta de Michelle, totalizando R$ 89 mil, entre 2011 e 2016.
Michelle nunca se pronunciou publicamente sobre o episódio. Nos bastidores, porém, aliados avaliam que ela pode mudar de postura após o desgaste com Flávio. Desde que expôs o racha familiar, a ex-primeira-dama tem feito postagens interpretadas como recados ao mundo político e, em conversas reservadas, indicaria ter informações capazes de gerar impacto na candidatura do senador.
Fabrício Queiroz foi apontado como operador do suposto esquema no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. Jair Bolsonaro afirmou à época que parte dos valores seria devolução de um empréstimo, mas a quebra de sigilo não apontou o recebimento desse valor por Queiroz.
Em 2021, o STF arquivou o pedido de investigação sobre os cheques destinados a Michelle. No mesmo ano, o STJ encerrou o caso ao anular decisões da primeira instância contra Flávio.
