Vacinação ganha importância para mulheres após os 40 anos, alertam especialistas

A vacinação é uma das principais estratégias para prevenir doenças e se torna ainda mais importante para mulheres acima dos 40 anos. Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por mudanças naturais que aumentam a vulnerabilidade a infecções respiratórias e outras doenças que podem ser evitadas por meio dos imunizantes.

Especialistas destacam que manter o calendário vacinal atualizado ajuda a reduzir riscos de hospitalizações, complicações e impactos na autonomia e na qualidade de vida durante o envelhecimento.

Segundo Cecilia Maria Roteli Martins, secretária da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a menopausa intensifica as mudanças no organismo e pode estar associada ao aumento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

“A vacinação é um dos pilares da longevidade saudável, ao lado da alimentação equilibrada, da atividade física e das conexões sociais. Ela protege contra infecções que podem comprometer significativamente a qualidade de vida da mulher”, afirma.

Após os 40 anos, aumenta a atenção para doenças como gripe, Covid-19, pneumonia e, em idades mais avançadas, herpes-zóster. Essas infecções podem causar complicações, internações e recuperação mais lenta, principalmente em pessoas com outros problemas de saúde.

Entre as vacinas recomendadas estão a contra influenza, Covid-19, hepatite B para quem não completou o esquema vacinal e os reforços contra difteria, tétano e coqueluche a cada dez anos. A vacina contra herpes-zóster costuma ser indicada a partir dos 50 anos, enquanto imunizantes contra pneumococo e vírus sincicial respiratório podem ser recomendados conforme a idade e os fatores de risco de cada paciente.