Definição de Cid fortalece chapa governista e amplia especulações sobre Eunício na segunda vaga ao Senado

A definição do senador Cid Gomes (PSB) como candidato à reeleição ao Senado representou, nesta terça-feira (14), um importante avanço na montagem da chapa majoritária liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT). Com o acordo político costurado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cid terá o deputado federal Júnior Mano (PSB) como primeiro suplente.

A decisão, no entanto, abriu espaço para uma nova pergunta nos bastidores da política cearense: quem ocupará a segunda vaga ao Senado na aliança governista?

Um detalhe da reunião realizada em Brasília chamou atenção. Entre os principais líderes da base estavam Lula, Elmano, Camilo Santana, José Guimarães, Chagas Vieira, Evandro Leitão, Cid Gomes e Júnior Mano. Faltava apenas um dos principais nomes da aliança: o deputado federal Eunício Oliveira (MDB), que não participou do encontro por estar em recuperação de um problema de saúde.

A ausência alimentou ainda mais as especulações de que Eunício pode ser o nome reservado para completar a chapa majoritária.

A hipótese ganhou força por causa de um vídeo divulgado pelo próprio Eunício nos últimos dias, logo após sua recuperação. Na gravação, o deputado afirmou estar plenamente restabelecido, demonstrou entusiasmo com o projeto político liderado por Lula, Camilo Santana e Elmano de Freitas e disse confiar na vitória do grupo nas eleições deste ano.

Em uma passagem da fala, Eunício deixou uma frase que passou a ser interpretada como um possível sinal sobre seu futuro político:

“Lula lá em cima, o governador no meio, nós um pouquinho abaixo.”

A declaração foi lida por aliados como uma referência à composição da chapa majoritária, com Lula na disputa presidencial, Elmano buscando a reeleição ao Governo do Estado e o MDB ocupando uma das vagas ao Senado.