Moraes mantém Bolsonaro em prisão domiciliar e decisão gera repercussão nos bastidores

Foto: Antonio Augusto/ STF

O ministro Alexandre de Moraes não determinou o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao regime fechado para evitar dar palanque à direita e provocar uma onda de protestos no país a três meses das eleições.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 24 de março. A medida foi concedida por razões humanitárias, após um período de internação hospitalar por problemas de saúde. Inicialmente, tinha duração prevista de 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.

No último dia 3 de julho, Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar.

Nesse intervalo, veio à tona que Bolsonaro mantém uma arma em casa, Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo produzido com críticas à candidatura do enteado Flávio Bolsonaro, e o próprio ex-presidente escreveu uma carta para referendar a candidatura do filho.

Pessoas próximas ao ministro afirmam que, ao demonstrar condições de interferir no processo eleitoral, Bolsonaro deu motivos suficientes para retornar ao regime fechado. O cálculo de Moraes, porém, foi político.

Além da família Bolsonaro, quem também gostou da decisão foi o banqueiro Daniel Vorcaro. O preso mais famoso da Papudinha ocupa atualmente a cela destinada ao ex-presidente. Caso Bolsonaro retornasse ao regime fechado, Vorcaro teria de ser transferido para outro local. O banqueiro está sozinho na cela.