O Brasil segue fora do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI, na sigla em inglês), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU). O documento considera dados referentes ao triênio 2023-2025 e foi divulgado nesta terça-feira (21/7).
O país manteve abaixo de 2,5% a proporção da população que não tem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias para uma vida saudável, segundo o indicador de Prevalência de Subnutrição (PoU, na sigla em inglês) utilizado pela FAO na construção do Mapa da Fome.
O relatório também apontou a diminuição da insegurança alimentar severa, chegando a 0,6%. 16,7 milhões de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar severa no triênio 2023-2025 no país.
Contexto
Os resultados brasileiros para o triênio 2023-2025 no campo da alimentação refletem indicadores macroeconômicos oficiais do país, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Produto Interno Bruto (PIB) — que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — acumulou altas nos três últimos anos: 3,2%, em 2023, 3,4%, em 2024, e 2,3%, em 2025. A taxa de desemprego para 2025 ficou em 5,6%. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita alcançou R$ 2.264, em 2025.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Alimentos 2025 foi de 2,95%. Considerando o triênio de referência do Relatório SOFI — 2023-2025 —, a inflação média anual para alimentos foi de 3,8%.
O relatório estima que 7,8% da população mundial enfrentou a fome em 2025, uma redução em relação aos 8,1% registrados em 2024 e aos 8,6% de 2022, confirmando uma melhora contínua, embora gradual. Segundo dados divulgados, cerca de 645 milhões de pessoas passaram fome no triênio encerrado em 2025, o que representa uma redução de quase 14 milhões de pessoas em comparação com 2024 e de 43 milhões em relação a 2022.
