Embora seja frequentemente associada à infância, a fimose também pode persistir ou surgir na vida adulta e interferir diretamente na vida sexual. Quando a pele que recobre a glande é estreita e não consegue ser retraída normalmente, o problema pode provocar dor durante a ereção, dificultar a penetração e até fazer com que alguns homens evitem relações por medo do desconforto.
Além do impacto na intimidade, deixar o quadro sem tratamento pode trazer complicações. Durante o sexo, a pele pode sofrer pequenas fissuras, sangrar e provocar bastante dor.
Em casos mais graves, pode ocorrer a parafimose — quando a pele fica presa atrás da glande e não retorna à posição normal — uma urgência médica que exige atendimento imediato.
De acordo com o especialista, a dificuldade para higienizar corretamente a região também favorece inflamações e infecções recorrentes. Com o passar dos anos, em situações específicas, o problema ainda pode aumentar o risco de doenças mais graves, como o câncer de pênis.
A necessidade de cirurgia, porém, depende de cada caso. As atividades cotidianas costumam ser retomadas em poucos dias, enquanto a vida sexual geralmente é liberada entre quatro e seis semanas após a cicatrização.
