O aumento dos casos de infecção pelo HIV é um dos pontos abordados no Relatório Global 2026 do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), publicado recentemente. O documento revela que, nos últimos 40 anos, houve avanços relevantes no enfrentamento da epidemia, como a expansão do tratamento antirretroviral, a maior compreensão sobre os fatores que impulsionam a disseminação do vírus e o aprimoramento das estratégias de prevenção.
Apesar disso, o relatório também aponta o crescimento de novas infecções na América Latina entre 2010 e 2025, em um cenário diferente do observado em outros continentes, onde esse indicador apresentou redução.
PREVENÇÃO
A profilaxias de pré -exposição e de pós-exposição são formas de prevenção que utilizam medicamentos antirretrovirais antes ou após uma possível exposição ao vírus. A primeira é indicada para pessoas que podem ter contato com o HIV, enquanto a segunda deve ser iniciada após uma situação de risco. “Essas medidas reduzem significativamente a possibilidade de infecção quando utilizadas corretamente e associadas ao acompanhamento em saúde”, explica a especialista.
Disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essas medidas são indicadas após avaliação dos profissionais de saúde, considerando as características e a situação de risco de cada pessoa.
O Brasil possui um sistema consolidado de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV/AIDS. Entre as principais estratégias está a testagem. A frequência de realização do teste depende da situação de cada pessoa. Para indivíduos sexualmente ativos, especialmente aqueles com maior vulnerabilidade ao HIV, recomenda-se a realização periódica a cada três ou seis meses, conforme avaliação dos profissionais de saúde. Além disso, sempre que houver uma situação de risco, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde.
INFECÇÕES
Conforme dados do Ministério da Saúde (MS), em 2023 foram registrados 38.222 novos casos de infecção por HIV. Já em 2024, foram contabilizadas 39.216 novas infecções. A busca por informações, a realização de testes e a avaliação por profissionais de saúde são medidas importantes para a prevenção, o diagnóstico e o acompanhamento da infecção pelo HIV.