Gêmeas siamesas unidas pela cabeça morrem após cirurgia de separação realizada pela USP

As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de apenas 2 anos, morreram na noite do último sábado (15), após serem submetidas à cirurgia definitiva de separação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP).

Segundo o hospital, as crianças não resistiram ao procedimento, que durou cerca de 15 horas e mobilizou mais de 50 profissionais de diversas especialidades. A operação representava a etapa final de um complexo tratamento iniciado ainda nos primeiros meses de vida das meninas, que nasceram unidas pela cabeça, uma condição rara conhecida como craniopagia.

Antes da cirurgia decisiva, Heloísa e Helena já haviam passado por outras quatro intervenções preparatórias. A última delas ocorreu em março deste ano, quando uma equipe de cirurgia plástica implantou expansores de pele para viabilizar a separação definitiva, em um procedimento que durou aproximadamente seis horas.

O caso era acompanhado pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, referência nacional em procedimentos de alta complexidade.

Após a confirmação das mortes, os corpos das meninas foram levados para São José dos Campos, cidade onde a família reside. O sepultamento ocorreu no domingo (16).

A trajetória de Heloísa e Helena mobilizou profissionais de saúde e sensibilizou milhares de pessoas que acompanharam, ao longo dos últimos dois anos, a luta das crianças e de seus familiares em busca da separação cirúrgica.