Voto no segundo turno vale como prova de vida do INSS até para quem não foi às urnas no primeiro

Aposentados, pensionistas e quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) que forem às urnas no segundo turno das Eleições 2026, no próximo domingo (dia 25) terão a prova de vida do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) feita automaticamente.

Isso acontece porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compartilha com o INSS as informações de comparecimento dos eleitores. A partir desses registros, o instituto confirma que o titular do benefício está vivo, o que dispensa idas a uma agência ou ao banco só para cumprir essa exigência.

Quem não votou no primeiro turno também pode ter participar no segundo e ter a participação considerada como prova de vida.

O que é a prova de vida?

A prova de vida é uma verificação anual feita para garantir que os pagamentos continuem sendo depositados ao verdadeiro titular. Hoje, o INSS realiza essa checagem principalmente pelo cruzamento de bases de dados públicas, entre elas a da Justiça Eleitoral.

O voto é uma das maneiras de ter a comprovação registrada, mas não a única. O instituto busca, nos registros disponíveis, outras informações que permitam confirmar a vida do segurado.

O modelo atual foi adotado para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo formato presencial causava, principalmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Com a Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial para fazer a prova de vidadeixou de ser regra. A norma determina que o próprio Estado deve buscar, por iniciativa própria, dados que atestem que o cidadão está vivo. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 incluiu a votação nas eleições entre os critérios aceitos. Quem votou no dia do pleito, portanto, fica dispensado de outras formas de comprovação.

O aposentado ou pensionista só é convocado a regularizar a situação quando nenhuma dessas fontes confirma que ele está vivo. Para saber se a comprovação já foi feita, basta consultar o aplicativo ou o site Meu INSS ou ligar para a central de telefônica 135.

Acima dos 70 anos

A regra vale também para quem não é mais obrigado a votar, como os eleitores com mais de 70 anos. Para esse grupo, ir à seção eleitoral é opcional, mas a presença igualmente fica registrada como prova de vida.

O público idoso tem peso cada vez maior nas urnas. Segundo o TSE, o número de eleitores com 60 anos ou mais passou de 32.891.438 em 2022 para 37.457.537 em 2026, um acréscimo de 4.566.099 pessoas. A fatia desse grupo no eleitorado nacional subiu de 21,02% para 23,60%.

O avanço acompanha o envelhecimento da população brasileira. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais na população foi de 11,3%, em 2012, para 16,6%, em 2025.

Sem relação com consignado

A comprovação de vida não tem qualquer ligação com a liberação de empréstimo consignado. Esse tipo de crédito segue outros critérios para ser aprovado.

Atenção aos golpes

Em nenhuma hipótese o INSS pede dados ao cidadão ou envia links para uma suposta regularização da prova de vida. Mensagens recebidas fora dos canais oficiais do governo ou do instituto pedindo acesso para verificar saldos ou atualizar cadastros devem ser tratadas com desconfiança.

O governo não faz atendimentos, não solicita informações pessoais, como CPF e endereço, nem cobra ou pede pagamentos pelo WhatsApp.