Golpe usa falso site do Brasil sem Bets para capturar CPF de apostadores em busca de dinheiro a receber

Criminosos estão utilizando uma página falsa que imita o portal Brasil sem Bets, do governo federal, para capturar CPFs de pessoas que tentam recuperar valores que ficaram retidos em plataformas de apostas após a proibição das bets no País.

A fraude reproduz a identidade visual do governo e exibe no cabeçalho o endereço “brasilsembets.gov.br”, numa tentativa de convencer o usuário de que está em uma página oficial.

O endereço verdadeiro, porém, é brasilsembets.gov.br. Já o link utilizado pelos golpistas termina em “.org”: brasilsembets.org.

Na página falsa, aparece a opção “Consulte seu CPF”. O usuário é orientado a informar o número do documento para verificar supostos valores disponíveis para resgate.

Depois que o CPF é digitado, o sistema apresenta uma quantia que, segundo a página, estaria vinculada àquele documento.

Esses valores, porém, são gerados aleatoriamente e não correspondem a qualquer saldo real. O site oferece ainda a possibilidade de solicitar o saque, mas nenhum pagamento é realizado.

SITE OFICIAL NÃO PEDE CPF

O portal oficial Brasil sem Bets não possui campo para consulta de CPF e não oferece resgate direto de dinheiro pela página.

Quando o usuário tenta acessar uma plataforma de apostas bloqueada, encontra apenas a informação de que o acesso foi suspenso em cumprimento às regras que proibiram apostas esportivas e cassinos on-line.

O governo orienta os usuários a observar com atenção o endereço eletrônico antes de fornecer qualquer informação pessoal.

A recomendação é simples: não digitar CPF em páginas que prometem localizar saldos de bets e não realizar qualquer pagamento para liberar supostos valores.

REEMBOLSO NÃO EXIGE TAXA

O governo também alerta que não existe cobrança de taxa para devolução de dinheiro.

Os valores remanescentes nas plataformas deveriam ser enviados automaticamente para a conta bancária vinculada ao CPF do apostador.

Quem ainda não recebeu o dinheiro deve procurar os canais oficiais e, nos casos previstos, a Caixa Econômica Federal.

Entre as orientações estão:

  • não fornecer CPF em páginas de consulta de saldos;
  • não pagar taxas para receber valores;
  • acompanhar qualquer ressarcimento exclusivamente pelos canais oficiais.

COMO FOI FEITA A DEVOLUÇÃO

De acordo com o cronograma estabelecido após a proibição das apostas, as plataformas permaneceram temporariamente disponíveis para permitir que os usuários retirassem o dinheiro existente nas contas.

O prazo para saque manual terminou às 23h59 do dia 5 de outubro.

Entre os dias 5 e 7 de outubro, as empresas encaminharam aos bancos as informações sobre os saldos vinculados ao CPF dos apostadores.

De 9 a 14 de outubro, os bancos responsáveis pelas operações das plataformas fizeram os ressarcimentos automáticos nas contas bancárias associadas aos titulares.

A partir do dia 14 de outubro, os casos de pessoas que não receberam os valores passaram a ser tratados pela Caixa Econômica Federal, responsável por intermediar situações de inconsistência cadastral ou impossibilidade de crédito automático.