As ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos registraram fortes quedas no pré-mercado após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (25).
Os primeiros movimentos após o resultado eleitoral indicaram um recuo de 27% no fundo negociado em Nova York que acompanha ações brasileiras. No Japão, um fundo equivalente caiu 15% durante a madrugada, registrando a maior perda diária desde 2008.
A reação negativa também atingiu empresas com atuação no Brasil. As ações da XP e do Itaú Unibanco recuaram pelo menos 26% no início das negociações nos Estados Unidos. Nos mercados europeus, os papéis do Banco Santander e da Telefónica registraram perdas superiores a 5%.
Em momentos de forte instabilidade, a Bolsa brasileira conta com o mecanismo conhecido como circuit breaker, utilizado para interromper temporariamente as negociações e conter movimentos extremos de volatilidade.
A primeira interrupção ocorre quando o Ibovespa registra queda de 10%, suspendendo as operações por 30 minutos. Se, após a retomada, o recuo atingir 15%, as negociações são interrompidas novamente, dessa vez por uma hora.
Em situações ainda mais críticas, quando a desvalorização chega a 20%, cabe à B3, responsável pela bolsa brasileira, determinar a duração da suspensão das operações.