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A Associação Brasileira dos Municípios (ABM) divulgou na quarta-feira, 14, uma carta em nome dos prefeitos do Brasil (segundo o texto da carta) ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, pedindo ao presidente eleito “ações imediatas” para reverter a decisão do governo cubano de retirar-se do programa Mais Médicos.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, outra entidade de prefeitos, a Confederação Nacional de Municípios (CNM), diz que o fim da parceria com Cuba “aflige” prefeitos que fazem parte da confederação. Para a entidade, a situação é de extrema preocupação, podendo levar a “estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo”

Com a decisão do governo de Cuba de sair do programa Mais Médicos, 1.575 municípios brasileiros participantes que dependem exclusivamente de médicos cubanos serão afetados. Por todo o país, cerca de 28 milhões de pessoas poderão ficar temporariamente sem assistência básica de saúde. Os dados são da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e foram sistematizados pela CNM.

A CNM afirma que entrou em contato com o atual governo federal e com o governo de transição para buscar soluções alternativas com objetivo de garantir a manutenção dos serviços de atenção básica de saúde. O presidente da Confederação, Glademir Aroldi, defendeu a importância do programa e disse que a entidade está “preocupada”:

– Estamos preocupados porque o programa é importante mas vamos tentar encontrar alternativas. Nós precisamos manter o programa – afirmou Aroldi ao GLOBO.

Na carta, a outra entidade, a ABM, argumenta que graças ao programa muitos municípios brasileiros puderam oferecer atendimento médico básico pela primeira vez para toda sua população. A associação afirma que o programa foi criado atendendo a uma demanda dos municípios que não conseguiam contratar médicos para determinadas regiões, como periferias das regiões metropolitanas, distritos indígenas, pequenas cidades e regiões distantes dos grandes centros urbanos.

“Particularmente os cubanos têm atuado nas periferias das regiões metropolitanas, nos distritos indígenas, nas pequenas cidades e em regiões distantes dos grandes centros urbanos. São lugares, senhor presidente eleito, que viram, muitas vezes, pela primeira vez um médico. São municípios e regiões em que os médicos brasileiros dificilmente aceitavam ou aceitarão atender, mesmo a prefeitura pagando salários muito mais altos, com muitas dificuldades para fazê-lo”, diz o texto.

Segundo a associação, 700 municípios do país tiveram médico pela primeira vez com o programa Mais Médicos. Outro dado exposto no texto é que em cerca de 1100 municípios o programa é responsável por 100% da cobertura da Atenção Básica. A ABM afirma ainda que 1.575 municípios só possuem médicos cubanos do programa, e que esses municípios são localizados em regiões que foram oferecidos antes a médicos brasileiros, que não aceitaram trabalhar.

“Nesse sentido, vimos apelar ao presidente eleito que busque reverter a decisão anunciada hoje pelo Ministério da Saúde Pública de Cuba de terminar a parceria com a OPAS para envio de médicos ao Brasil” – conclui o texto.

Com informações do O Globo

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