Em continuidade à programação de férias, a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) promoveu, nesta quarta-feira (18), uma manhã de interação e aprendizado livre para as crianças e adolescentes do Abrigo Desembargador Olívio Câmara (ADOC). A peça “Foguinho e o Menino que não Sabia Ler”, dirigida pelo pedagogo Lunardo Martins, levou o público do abrigo às gargalhadas. “Nossos meninos vibraram com a aula espetáculo que aconteceu hoje, e tenho certeza que aprenderam muito também, estamos trabalhando com a didática do Atendimento Educacional Especializado e essa é uma atividade muito importante, porque é fora do ambiente formal de sala de aula, e mostra o quanto eles interagem e ficam a vontade para participar”, declara Vicência Sombra, coordenadora do Adoc.

“Eu faço parte do teatro escola e sei o quanto é importante esse momento da alfabetização e letramento da criança, por isso pensei em montar um espetáculo que pudesse ser uma espécie de aula aberta, desmistificando as formalidades que conhecemos sobre como deve ser o processo de aprendizagem e mostrando que o saber é aberto e se constrói a partir da interação com o mundo a nossa volta”, explica Lunardo, diretor do espetáculo.

A apresentação que também acontece no período da tarde, às 14h30, retrata a história de um menino que enfrenta dificuldades com o processo de leitura e escrita e desiste de ir à escola, mas logo se depara com a saudade da turma e descobre uma nova maneira de aprender brincando. Com texto e direção do ator e pedagogo Lunardo Martins, a exibição é fruto de uma pesquisa de cinco anos acerca da alfabetização e do letramento e de experiências vivenciadas em salas de primeiro, segundo e terceiro ano, do ensino fundamental.

Ainda neste mês, os jovens visitam o teatro do Sesc, participam das atividades do Programa Praia Acessível e se aventuram na trilha do Parque do Cocó, além de visitarem o Jardim Botânico da cidade. As atividades fazem parte da programação de férias do abrigo.

ADOC

Destinado ao acolhimento de crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos e adultos com deficiência intelectual, o ADOC trabalha o desenvolvimento deste público por meio de atividades multidisciplinares que envolvem atendimentos psicossocial e de saúde, educação, além de esporte e lazer, priorizando o retorno à família e garantindo a convivência comunitária. Atualmente são abrigadas 62 pessoas, dentre crianças e jovens, desse total, 42 estão inscritos em escola regular e tem um atendimento educacional especializado, possibilitado por um convênio entre STDS e Secretaria de Educação (Seduc), que acompanha cada um dos alunos, dando suporte junto ao trabalho desenvolvido pela escola.

Com informação da A.I