A corrida pré-eleitoral realimentou os conflitos e a troca de farpas entre o senador Cid Gomes (PSB) e o ex-deputado federal e presidente estadual do União Brasil, Capitão Wagner.
Os dois travam embates desde 2010, com uma escalada de conflitos que ampliada em 2011, quando Wagner, então deputado estadual, liderou a greve de policiais militares. Naquele momento, Cid era governador e o irmão, Ciro, o abraçou na briga contra Wagner.
Passados 14 anos do episódio, Ciro fica entre o irmão e o capitão, mas em um cenário completamente diferente: crítico das administrações do PT, Ciro se reaproximou do PSDB e vem construindo uma aliança com o União Brasil e com o PL para uma possível candidatura ao Governo do Estado.
Ao ser questionado sobre esse novo cenário político e partidário, Cid descartou apoio ao irmão, criticou a aliança que está sendo fechada com o União Brasil, nominou como desafetos o Capitão Wagner e o deputado federal André Fernandes e disse que, por coerência, ficará onde sempre esteve.
Ao ler as declarações de Cid Gomes, o Capitão Wagner reagiu e disse, como resposta, não querer a companhia do senador do PSB. Wagner ainda provocou ao citar as companhias de Cid, nominando os prefeitos eleitos Bebeto Queiroz (Choró) e Braguinha (Santa Quitéria).
“Olha com quem ele (Cid) gosta de estar. Bebeto do Choró. Olha o outro. Prefeito Braguinha. Os dois fazem parte do PSB, partido do Cid Gomes que até hoje não expulsou os indivíduos”, disse o ex-deputado federal. “Eu é que não queria estar do seu lado. Porque quem está do seu lado, infelizmente é o crime”, escreveu Wagner, em suas redes sociais.
Dessa vez, Wagner não acrescentou na lista de companhias de Cid Gomes o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Júnior Mano, do PSB. Júnior é citado em inquérito da PF que investiga irregularidades com recursos de emendas parlamentares.
Wagner chegou a debochar da situação de Júnior Mano quando a Polícia Federal realizou busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar do PSB. Como resposta, Júnior fez insinuações sobre o destino de emendas parlamentares da deputada federal Dayany, esposa de Wagner. O conflito foi marcado por agressões verbais e pessoais, com ameaça de ações na Justiça.
LEIA MAIS