Agência suspende importação de colírios e outros medicamentos no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação de todos os medicamentos fabricados pela empresa francesa Excelvision, conhecida pela produção de colírios e géis oftálmicos. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). O objetivo é impedir que produtos considerados de risco entrem no mercado brasileiro.

A decisão foi tomada após uma inspeção realizada, em junho de 2026, pela Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos da França (ANSM). O órgão identificou o descumprimento das boas práticas de fabricação de medicamentos, principalmente em relação às condições necessárias para garantir a esterilidade dos produtos. Um alerta sanitário internacional foi emitido.

A principal medida preventiva anunciada pela Anvisa é a decisão de suspender a importação de todos os medicamentos produzidos pela Excelvision, independentemente do nome comercial ou do lote. Ou seja, qualquer produto fabricado pela empresa está impedido de entrar no mercado brasileiro até que sejam restabelecidas as condições adequadas de fabricação.

Mais especificamente também foi proibida a venda, distribuição, importação e uso de todos os lotes dos colírios lubrificantes Hyabak e Thealoz Duo fabricados pela Excelvision a partir de 5 de junho de 2026.

A orientação é para que consumidores verifiquem a rotulagem dos produtos, confirmem o local de fabricação e suspendam o uso caso o medicamento tenha sido produzido pela fábrica francesa após essa data, entrando em contato com a empresa responsável.

Segundo a agência reguladora, até a publicação das resoluções, não havia registro de que esses lotes produzidos após 5 de junho tivessem sido comercializados no Brasil. Dessa forma, a suspensão foi adotada como uma medida preventiva para evitar que produtos potencialmente comprometidos cheguem aos consumidores.

A Anvisa também proibiu a importação do medicamento Zonidra (20 mg/mL x 5 mL). Apesar de o produto possuir registro no Brasil, ele nunca chegou a ser comercializado no país. A medida impede a entrada de novos lotes enquanto persistirem as restrições relacionadas à fabricante.