Alckmin defende fim do sigilo bancário, fiscal e telefônico para quem disputa a Presidência

crédito: Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu que candidatos ao Planalto não tenham sigilo bancário, fiscal ou telefônico e cobrou transparência na prestação de contas à população. A declaração foi feita durante entrevista com jornalistas nesta quarta-feira (21/10) na região de Campinas, no interior de São Paulo, a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais.

“Eu defendo que quem se elege presidente não deveria ter sigilo, nem bancário, nem fiscal, nem telefônico. Vida pública é pública”, afirmou Alckmin. Segundo ele, quem disputa o comando do país deve prestar esclarecimentos sobre suas movimentações financeiras e sua atuação pública.

O vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e mencionou denúncias relacionadas ao Banco Master a supostos recebimentos de valores em contas, à rachadinha e à existência de funcionários fantasmas. Alckmin afirmou que os candidatos devem prestar contas permanentemente à população.

MEI

Ele também falou sobre a ampliação do limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI), com a possibilidade de elevar a faixa atual de R$ 81 mil para R$ 110 mil e, posteriormente, para R$ 140 mil. A proposta prevê que esses empreendedores contratem até dois funcionários.

Segundo Alckmin, a medida pode estimular os pequenos negócios e fortalecer a economia. O ex-governador de São Paulo citou a região de Campinas, que, de acordo com ele, reúne mais de 120 mil microempreendedores individuais.

Também apoiou a proposta de transporte público gratuito aos fins de semana. Alckmin defendeu o uso de emendas para financiar a iniciativa e afirmou que a medida pode ampliar o acesso da população ao lazer e às atividades em família.

Soberania

Na mesma conversa, o ex-ministro da Fazendo Fernando Haddad abordou o tema da soberania nacional e disse que a democracia estará em risco, caso Flávio Bolsonaro seja eleito. Além disso, Haddad lembrou das promessas do candidato bolsonarista ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as terras raras.  

“Está em risco a soberania nacional, com a entrega das nossas riquezas para um presidente que eles homenageiam e não se sabe por quê. O presidente (Trump) quer tomar a América Latina como quintal do seu próprio país. Está em risco a democracia”, disse. 

O ex-ministro de Lula afirmou, ainda, que os riscos chegam aos programas sociais que, segundo ele, foram desmontados durante o governo de Jair Bolsonaro: “Todos perderam desempenho”. “Nós temos duas pessoas na Presidência da República, o presidente e o vice, que têm uma visão estratégica para o Brasil. E é isso que está em risco. Eu diria que nem está em risco: é certo que nós vamos ter um retrocesso no Brasil”, afirmou.