Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

O pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) trabalha para que o PSB se mantenha neutro nas eleições deste ano, o que pode prejudicar as articulações de outro presidenciável – Ciro Gomes (PDT), principal adversário de Alckmin para chegar ao segundo turno. Ciro vem buscando uma aliança com o PSB para conseguir mais tempo de Rádio e TV, além de maior viabilidade para firmar alianças com outros partidos.

Alckmin, nesse domingo, 15, se reuniu com seu principal aliado dentro do PSB, o governador de São Paulo, Márcio França. O tucano já não tem expectativa de obter o apoio da sigla a essa altura da pré-campanha. O encontro de Alckmin com França deu-se num momento em que a sigla caminha para uma decisão. Uma reunião do definitiva do partido poderá ocorrer até o fim desta semana.

O PSB está dividido entre três alternativas: apoiar um candidato do PT, Ciro Gomes (PDT) ou ficar neutro. Até uma semana atrás, havia uma inclinação por uma aliança com Ciro. Entretanto, após pressão do grupo que comanda o partido em Pernambuco, alinhado ao PT, a tese pró-Ciro perdeu força. Uma parceria com o pedetista continua sendo discutida mas sem tanto favoritismo.

A mudança de cenário foi comemorada pela campanha de Geraldo Alckmin. “Os presidenciáveis também trabalham para neutralizar apoios a seus concorrentes. O ideal era que o PSB estivesse conosco, mas, diante de uma impossibilidade, que não esteja com outro”, afirmou um aliado do tucano.

O PSB tem o sexto maior tempo de TV no horário eleitoral. Para que seu plano se concretize, Alckmin depende que a ala paulista do PSB insista na tese da neutralidade na eleição nacional.

De olho no blocão

Outra movimentação que a campanha tucana acompanha com interesse nessa fase de negociações de alianças é a do chamado blocão, formado por DEM, PP, PRB, SD e PR. Aliados de Alckmin apostavam nesse domingo que a atuação em conjunto do grupo está perto do fim.

O anúncio da desistência de candidatura própria ao Planalto pelo PRB, na sexta-feira passada, foi apontado pelos tucanos como um indicativo de uma dissolução. Alckmin encontrou-se com o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, na sexta-feira à noite num evento em São Paulo. “O PRB está bem próximo”, afirmou, ontem, um articulador do presidenciável.

Integrantes da campanha tucana também classificaram como pouco provável que o PR permaneça no grupo. Eles avaliaram que cada partido está esperando o tempo certo para anunciar decisões individuais. Alckmin diz ter garantido o apoio de PSD, PPS, PTB e PV. Nenhuma aliança, entretanto, foi anunciada até agora.

Com informações do Jornal O Globo

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp