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Com a piora do cenário político, aliados do presidente Michel Temer admitem, de forma reservada, que pode haver a cassação, pelo Tribunal Superior Eleitoral, da chapa formada por ele e Dilma Rousseff na eleição de 2014.

Na manhã dessa terça, ministros relataram que Temer segue com a postura de enfrentar a delação da JBS. Ou seja, não pensa em renunciar nem trabalha com a possibilidade de sofrer impeachment.

A convicção de Temer sobre o impeachment tem razão de ser. Cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado do presidente, analisar os pedidos. Oficialmente, Maia nega que o tema esteja em discussão na Câmara. Ele também tem reafirmado apoio ao presidente.

Mas, segundo deputados, Maia, sempre que questionado sobre isso, tem confidenciado a aliados que não será “pela sua caneta” que Temer cairá. Mesmo diante da resistência de Temer, aliados do presidente admitem que o “fator Rocha Loures” e a prisão do ex-vice-governador do DF Tadeu Fillipelli (PMDB) complicam a governabilidade do presidente. E assessores fazem a seguinte conta: calculam que três dos sete ministros do TSE cassariam a chapa.

Nas discussões de bastidor, os nomes debatidos pelos aliados de Temer – em caso de eleições indiretas, como prevê a Constituição – são, principalmente, os de Rodrigo Maia e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.