As declarações do ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB) deixaram o senador Cid Gomes (PSB) ainda mais próximo do ministro da Educação, Camilo Santana, e do governador Elmano de Freitas (PT). Em tom de arrependimento, Ciro admitiu que, no passado, atacou o então deputado estadual e atual presidente do União Brasil, Capitão Wagner, por “solidariedade cega” ao irmão Cid, à época governador do Ceará. O ambiente de paz levou Wagner a retirar processos cobrar Ciro por calúnia.
O gesto público de autocrítica de Ciro reforça ainda mais o distanciamento do irmão Cid do bloco oposicionista e o deixa ainda mais próximo ao grupo de Camilo e Elmano.



SOLIDARIEDADE
Como desdobramento, a bancada estadual do PSB, articulada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri, divulgou uma nota pública de solidariedade a Cid Gomes, destacando seu legado político e sua liderança na construção de um Ceará mais justo e desenvolvido.
No documento, os parlamentares afirmam que caminhar ao lado de Cid é um privilégio, exaltando sua trajetória marcada pela defesa da democracia, pela coerência e pela criação da maior e mais bem-sucedida política pública de educação da história do Brasil.
“Cid Gomes é um estadista, um homem que sempre soube perder e soube ganhar, com respeito, atenção e humildade — e por isso é, e sempre será, um exemplo a ser seguido”, diz a nota.
O texto também recorda o episódio do motim dos policiais militares, quando o senador foi alvejado e escapou da morte por apenas dois centímetros ao tentar conter o movimento que ameaçava a segurança da população.
“O Estado do Ceará nunca esquecerá da forma firme com que, na defesa da democracia, ele enfrentou aquele momento crítico”, afirmam os deputados.
A manifestação termina com um abraço coletivo de reconhecimento à grandeza e ao espírito público de Cid Gomes, ressaltando que sua trajetória é marcada pelo respeito popular e pelo sucesso nas urnas.
“Sua dimensão é reconhecida pela história, pelo legado e pelo compromisso com o povo cearense”, conclui a nota do PSB.
O episódio amplia a distância política entre os irmãos Ciro e Cid e consolida, na avaliação de lideranças políticas, a aliança com Camilo Santana e Elmano de Freitas, construída desde as eleições de 2006. Ao ser questionado sobre as eleições de 2026, Cid afirmou que estará onde sempre esteve!



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