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Michel Temer já deu o veredito: quem quiser sair da base aliada para concorrer nas eleições desse ano deve sair logo para dar espaço às negociações da reforma da Previdência, prevista para ser votada na Câmara em 19 de fevereiro. Em meio as expectativas sobre quem será o próximo a deixar o Governo, a tendência é que as próximas semanas sejam de intensa movimentação da Esplanada. 14 ministros devem assinar carta de demissão.

A estratégia de agradar os partidos é a principal do Planalto. Temer tem tomado cuidado e só nomeará ministros substitutos com o aval dos líderes e presidentes de legendas. Isso quer dizer que, mesmo que os nomes escolhidos venham a ter um perfil mais técnico do que político, eles terão que buscar votos pró-governo para aprovar as mudanças nas regras da aposentadoria no mês que vem. Em jogo também está o fundo partidário e o fundo eleitoral, sob responsabilidade dos presidentes de partidos. Serão eles, em tese, quem irão controlar o dinheiro para as campanhas eleitorais do pleito desse ano.

A aposta de Temer é vista como arriscada, pois, dando a escolha ministerial para os paridos em troca de votos no Congresso, o governo ficará com pouca margem de cobrar se as coisas derem errado. Algumas trocas já feitas deixam claro essas apostas, caso da nomeação de Alexandre Baldy (Cidades) e Cristiane Brasil (Trabalho), esta, inclusive, já tendo sido condenada a pagar uma dívida trabalhista de R$ 60,4 mil ao seu ex-motorista, Fernando Fernandes, em 2016. Mesmo que as legendas aliadas ao governo fiquem blindadas em caso de eventuais derrotas, contudo, a conquista dos 308 voto necessários para aprovar as mudanças na Constituição é uma tarefa ainda longe de ser alcançada.

Mais articulações

A entrada de Carlos Marun (PMDB-MS) no lugar de Antônio Imbassahy (PSDB-BA) na Secretaria de Governo segue o mesmo raciocínio. Marun, em entrevista, destacou que abriu da reeleição para “contribuir com o projeto de governo”. Para ele, não faltará gente disposta a representar o governo nos partidos que compõem a base.

Outro nome que deixará o governo é o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR). Em coletiva nesta quarta-feira (4), Barros confirmou de deixará o governo até o abril, buscando uma reeleição para o cargo de deputado federal.

Com informações do Correio Brasiliense